Capítulo 8
Author: J.P Andrade
last update Last Updated: 2024-10-29 19:42:56

Eu me encarei no espelho com o vestido de noiva, ele era longo com uma cauda enorme, todo branco cravejado de pedras preciosas, o decote em formato de coração, e uma tiara cheia de diamantes na minha cabeça, meu cabelo negro caindo como ondas ao meu redor, algumas tranças tinham sido feitas nele.

O dia todo o palácio ficou repleto de servos correndo de um lado para o outro, todos ocupados com os preparativos para o casamento da princesa e do comandante Chase, a cerimônia seria realizada no salão da torre sul, era onde ficava a igreja um padre faria a cerimonia, após os dois assinarem o contrato de casamento todos seguiriam para o grande salão onde seria sediada uma grande festa de casamento.

Eu realmente não estava preparada para isso, mas que escolha eu tinha?

A porta se abriu e a rainha pessoalmente veio me buscar para a torre sul, eu me levantei da cadeira e olhei para ela.

— Veio se certificar que eu não irei fugir a caminho da igreja vossa alteza? — alfinetei.

— Essa possibilidade existe Helena? — questionou Hera.

Eu não respondi, olhei para ela que vestia um vestido floral com tons de azul com decote fechado de mangas que ia até o cotovelo, seu cabelo estava preso com uma única trança atrás, e sua coroa estava delicadamente repousando em sua cabeça, a cor do vestido combinava com seus olhos, eu passei por ela sem dizer uma única palavra, ouvi o farfalhar de seu vestido enquanto ela me seguia, no corredor estava sua guarda nos esperando, e assim eu fui escoltada como uma prisioneira para a igreja, para me prender para sempre a um homem diabólico como o comandante Chase.

Quando cheguei nas portas da igreja Hera tomou seu lugar ao lado do rei, olhei para o longo corredor da igreja e todos os rostos se viraram para olhar para mim, a igreja estava com várias flores enfeitando-a e ele brilhava de tanta limpeza, caminhei em direção ao altar onde o noivo estava me esperando.

Olhei para John Chase o comandante da ilha do Corvo e quando nossos olhares se encontraram eu não consegui decifrar sua reação ao me ver, e isso me incomodou, porque novamente aquele sentido de alerta dentro de mim apitou, como uma avalanche vários pensamentos chegaram juntos em minha mente.

Então eu me lembrei do que Dimitri o chamou. Alfa.

Mas o que aquilo queria dizer realmente? e ele havia dito que ele era um alfa lutando contra humanos...

Afastei esses pensamentos, eu só podia estar ficando louca.

Quando cheguei ao altar o comandante estendeu sua mão para que eu segurasse, a contragosto eu segurei e ele me conduziu para o seu lado e o padre deu inicio a cerimonia.

Eu não ouvia uma palavra do que aquele padre idoso dizia, tinha uma vaga noção que ele falava sobre a constituição sagrada do casamento, o que era uma terrível piada, o que podia ter de sagrado em obrigar uma mulher a se casar com um completo estranho?

Eu encarava o comandante que mantinha uma postura seria com o olhar fixo no padre e seu monólogo sem fim, então depois de alguns minutos nos ajoelhamos diante dele, nossa mãos foram amarradas por fitas vermelhas e fomos abençoados.

Quando nos viramos um para o outro eu sabia que era hora de dizer aquelas palavras.

O padre disse e o comandante repetiu, seu olhar fixo nos meus.

— De hoje até o dia da minha morte eu prometo que a amarei e manterei segura, hoje eu tomo sobre minha proteção e a aceito como minha legitima esposa, prometo honrar esse voto até meus últimos dias nesta terra.

O padre olhou para mim e acenou com a cabeça e pronunciou as palavras que eu devia repetir.

— De hoje até o dia da minha morte eu prometo que o amarei e manterei seguro, hoje eu me coloco sobre sua proteção e o aceito como meu legitimo marido, prometo honrar esse voto até meus últimos dias nesta terra.

Como a tradição pedia eu me curvei e abaixei minha cabeça diante dele para simbolizar a submissão da esposa ao marido, após alguns segundos assim ele me levantou e me beijou nos lábios.

Todo o meu corpo ficou tenso e meu coração acelerou, então vi um sorriso discreto surgir em seu rosto.

Fomos conduzidos para o grande salão onde a festa seria sediada, enquanto caminhávamos o comandante envolveu o braço ao redor da minha cintura, e novamente meu coração acelerou.

— Você está linda. — murmurou ele em minha orelha quando já estávamos no salão de festas.

Eu o olhei, seus olhos negros estavam avaliadores como sempre, avaliando cada parte de mim, e sua mão ainda insistia em minha cintura, me deixando com o corpo grudado no dele, quando olhei para seu rosto eu pensei na ultima vez que o vi, naquele quarto apertado, deitada sobre uma cama com olhares inquisidores sobre mim, a vergonha marcou meu rosto, senti meu rosto queimar ao me lembrar da cena humilhante que protagonizei e não consegui mais encara-lo nos olhos.

— O que foi Helena? — John Chase perguntou puxando meu rosto para ele com a ponta dos dedos.

Quando eu o olhei minha visão estava ficando turva, e eu fiquei horrorizada com a possibilidade de chorar na frente dele, então me desvencilhei dos seus braços e sem pensar no que dizia falei:

— Estou muito cansada, eu gostaria de me deitar.

Quando eu disse isso, vi em seus olhos exatamente o que ele pensou, e o que pareceria para todos, hoje seria a noite da consumação do casamento, e uma parte de mim entrou em completo pânico ao me imaginar nos braços do homem que matou Cristhofer, mas outra parte queria acabar logo com isso.

— Não precisa se apressar. — disse ele, e antes que eu pudesse responder alguns nobres vieram nos parabenizar pelo casamento.

Depois que fomos deixados sozinhos em nossa mesa eu olhei para o comandante.

— Vamos acabar logo com isso comandante Chase. — pronunciei.

Ele me encarou com seu olhar avaliador novamente então se inclinou e bebeu vinho.

— Por quê? — ele perguntou me encarando.

O ar entre nós na mesa se tornou súbita intenso, eu podia ver a dúvida em seus olhos que agora estavam desconfiados, ele me questionava silenciosamente, quando me mexi na cadeira notei que ele estava atento a cada movimento meu, como um predador.

— Porque ficar aqui quando podemos ficar sozinhos? — murmurei baixo o suficiente para que somente ele ouvisse, ele havia se sentado á minha frente na mesa, quando eu disse isso ele se levantou e se sentou ao meu lado, virou sua cadeira para mim e com uma mão somente virou a minha para ele, suas mãos repousaram firmes sobre minha coxa, mas felizmente o vestido era grosso o bastante para não permitir um real contato.

Enquanto ele apoiava suas mãos sobre o vestido ele se inclinou até que seu rosto ficasse a centímetros do meu, eu fiquei paralisada com sua proximidade, seu olhar desceu perigosamente para minha boca, e pela primeira vez percebi como seu rosto era bonito, talvez o rosto mais bonito que eu já tenha visto na vida, seu olhar se desprendeu da minha boca e repousou em meus olhos, ele estava perto o suficiente para que eu sentisse o cheiro do vinho em seu hálito quando ele falou:

— Por quê está com tanta pressa para me ter dentro de você Helena?

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